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A cidade de Poços de Caldas deve sua origem às fontes de águas sulfurosas.
Essas águas emergem através de fendas na rocha fonolítica. Essa rocha é recoberta por uma camada de conglomerado vulcânico, PUDINGA, de espessura variável, que na Fonte Pedro Botelho é de cerca de um metro.
O Grupo Pedro Botelho e a Fonte dos Macacos distanciam-se de 574 metros.
Conservam, a mesma composição química, o que indica provirem de uma mesma raiz subterrânea.
Todas as águas termais são alcalinas, mineralizadas, sulfurosas, sódicas, contendo gás sulfídrico.
Denominam-se águas sulfurosas ou sulfuradas aquelas que quimicamente contém enxofre em quantidade superior à 1mgr/litro. Suas principais características são:
1. Odor típico, caracterizado pela presença de ácido sulfídrico.
2. A untosidade proporcionada pela matéria orgânica nela contida.
3. A temperatura (a maioria são águas hipertermais).
Por serem águas mineromedicinais, são dotadas de propriedades específicas, e portanto, adequadas ao tratamento de diversas enfermidades.
FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS ÁGUAS SULFUROSAS
1. Administração por via oral ou hidropinicaca: é o procedimento pelo qual se ingere quantidades variáveis de água mineromedicinal, prévia avaliação médica, constituindo uma verdadeira atitude terapêutica.
2. Aplicação externa ou balneação: é a atitude pelo qual o indivíduo permanece imerso ou semi-imerso, e recebendo diretamente os efeitos das águas mineromedicinais.
3. Duchas gerais e locais: consiste na aplicação de um jato livre de água, de maior ou menor calibre e pressão cuja ação é puramente mecânica, sendo portanto um procedimento mais hidroterápico, que crenoterápico. Exemplo típico, a ducha escocesa. Procedimento dos mais eficazes é a chamada DUCHA MASSAGEM, onde, com o paciente deitado, deixa-se cair sobre o mesmo água sulfurosa, enquanto dois massagistas trabalham, um a cada lado, adequadamente a cada região corporal.
4. Inaloterapia: constitui na aplicação direta dos vapores sulfurosos sobre as vias respiratórias superiores e inferiores. Sua ação reside na recuperação da mucosa respiratória por duas vias: boca e nariz, segundo a patologia seja de via aéreas inferiores (bronquite, laringetraquites, bronquiecatasias, asma, etc.) ou em via superiores (sinusite, adenosite, rinite, hipertróficas, etc.)
5. Irrigações: as águas sulfurosas podem ser aplicadas diretamente sobre regiões orgânicas acessíveis e podem classificar-se em:
a. Irrigação de fossas nasais.
b. Irrigação da boca e orofaringe.
c. Ducha retal ascendente.
d. Irrigação intravaginal ascendente (simples ou imersa).
6. Vaporização: consiste no ato de receber diretamente um jato de vapor sulfuroso sobre as zonas previamente delimitadas, atuando o mesmo, de maneira classificamente definida sobre patologias dermatológicas.
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CRENOTERAPIA EM MEDICINA INTERNA
As águas sulfurosas são indicadas para:
- Doenças reumáticas juvenil e de adulto
- Espondilite Anquilosante
- Esclerose Sistêmica Progressiva
- Osteoartroses e Espendiloartroses
- Febre Reumática não ativa
- Síndrome Microcristalinas (Gota e PseudoGota)
- Artropatias Infecciosas e Parainfecciosas em fase não aguda
- Esofagites
- Gastrites
- Úlceras
- Duodenites
- Bronquites Catarrais
- Asma Bronquica
- Bronquiectasias
- Laringotraqueites
- Faringites
- Adenoidites
- Rinites catarrais e hipertróficas
- Azena
- Eczema crônico
- Processos urticariformes
- ezemátides circunscritos
- liquen plano e hipertrófico
- eczema seborréio
- úlceras varicosas
- psoríases
- Moléstias do Sistema Nervoso Central e Periférico, do sistema Cardiovascular, afecções genitais e urinárias altas e baixas, doenças metabólicas e nutricionais, etc.
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Admitimos que a razão básica e primordial da Hidrologia Médica é o seu emprego no indivíduo enfermo. Efetivamente o emprego das águas sulfurosas como remédio, inclui-se como um dos procedimentos mais antigos, utilizado desde a época do Império Grego onde o poder curativo das águas exercia grande poder e predominância dos povos primitivos.
A grande freqüência e concorrência à esses mananciais por parte de pessoas enfermas acometidas das mais diversas doenças, propiciou início de verdadeiras "escolas médicas" de prática hidroterápica. É indiscutível que nesses primeiros tempos a credibilidade ao remédio hidromineral procedia mais da crença religiosa do que da observação empírica, e que posteriormente constituiu-se em um dos principais tópicos de questionamento para o real conhecimento de sua eficácia.
Pelo exposto e observado, concluímos que a evolução da Hidrologia Médica esteve sempre paralela à da Medicina Interna Generalista no período Pré-Guerra, apoiada pelos conhecimentos técnicos obtidos na época. Com o incentivo da Alopatia nas Trans e Pós-Guerra, a Crenoterapia entrou em declínio e abandono por mais de 25 anos, e somente agora está sendo vista como uma forma de Medicina Alternativa. Igualmente podemos dizer que pela sua enorme transcendência, a Crenoterapia, e especificamente as águas sulfurosas, constituem um verdadeiro método de cura, que felizmente vem fazendo cada vez mais adeptos ao Termalismo Saúde.
Com este proceder sério e rigoroso, a Hidrologia Médica vem sendo enriquecida lentamente, e sua eficiência se vê espalhada nos resultados cientificamente obtidos que nos leva à um horizonte e à um ressurgimento deste método terapêutico com as conseqüentes vantagens para os enfermos que neste tipo de cura encontre indicação.
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