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Relevo e Solo

Quanto ao relevo, o Município está situado num planalto elíptico, com área aproximada de 800 Km², altitude média de 1300 m e campos suavemente ondulados, sendo rodeado de montanhas cuja altitude varia de 1.500 a 1.600 metros, a altitude máxima local na serra de Poços de Caldas é de 1.575 m, e a mínima a é de 943 m, na Represa Graminha. É limitado ao Norte pelo Rio Pardo e Represa da Graminha, ao Sul pela Serra do Gavião e a do Caracol, pela face Oeste a Serra de Poços de Caldas é limitante e a Leste a Serra do Selado e o Serrote do Maranhão.

Os terrenos são de características geológicas diversas, sendo formado por extensa intrusão de rochas alcalinas (sienitos nefelínicos), circundados por formações arqueanas. No subsolo de Poços de Caldas, são encontradas reservas de minérios ferrosos e radioativos, que tem importância fundamental no crescimento de vários setores industriais no Brasil.

A morfologia poços caldense mostra a seguinte conformação topográfica:
relevo plano: 7%;
ondulado: 57%;
montanhoso : 36%.

Em geral, os solos do município são argilosos, pobres em nutrientes para as plantas e são dotados de baixos teores de bases permutáveis, somadas à baixa saturação de bases. Os solos próximos a cursos d'água apresentam fertilidade média, tendo aptidão para cultivos anuais.

As classes de solos observados dentro do município de Poços de Caldas são, Argissolo Vermelho Amarelo, Latossolo, Nitossolo, Cambissolo, Neossolo Litólico, Neossolo Flúvico e Gleissolo. Apresentam, em sua maioria, baixa fertilidade, devido ao material de origem.

Os Cambissolos são solos rasos, de seqüência de horizontes A, Bi (B incipiente), C. O horizonte A possui textura média a argilosa, constituído por argila de atividade baixa (Tb). O horizonte B não ultrapassa a espessura de 40 cm. Ocorrem em relevos acidentados como mares de morros ou mesmo terraços fluviais. Devido ao horizonte B incipiente, é comum a inexistência de enraizamentos profundos bem como a limitação a processos de mecanização, já que apresenta elevadas pedregosidade e instabilidade mecânica. No horizonte C de seu perfil, é perceptível um percentual elevado de silte, o que faz com que o cambissolo apresente vulnerabilidade aos processos de ravinamento acelerado (voçorocas). Os cambissolos são os solos de maior expressão espacial no município de Poços de Caldas e demandam redobrados cuidados no uso e manejo devido à sua instabilidade. Devem ser rigorosamente observados critérios de construção e drenagens de estradas rurais.

Argissolo (anteriormente denominado Podzólico) compreende solos com presença de horizonte B textural que diverge do A pela cor, gradiente textural e estrutura em blocos. A seqüência de horizonte é A . Bt (B . textural) . C; de modo geral, os Argissolos (Podzólicos) apresentam um gradiente textural acentuado e cerosidade suficientemente desenvolvida para caracterizar-se como B textural. Compreende solos minerais não hidromórficos, com horizonte A sobreposto ao horizonte B textural não plíntico, argila de atividade baixa, cores vermelhas a amarelas, conforme os diferentes teores de óxido de ferro. Outra característica é a presença de películas coloidais, capeando a superfície das unidades estruturais dos poros, sendo chamadas genericamente de cerosidade. No município, apresentam-se como limitantes para a exploração agrícola a baixa fertilidade, alta predisposição à erosão e a limitada percolação da água, além da considerável susceptibilidade à formação de camadas compactadas, decorrentes dos trabalhos agropecuários. Ocorrem em unidades pontuais da paisagem sob a geoforma de vertentes côncavas abertas (anfiteatros). Não apresentam expressão espacial no município, ocorrendo como inclusões no domínio dos Cambissolos.

Os Latossolos são solos profundos, porosos, ácidos e com pouca diferenciação entre horizontes. São bastante intemperizados, apresentam argila de baixíssima atividade e alta permeabilidade, o que facilita na recarga gradativa dos lençóis freáticos, e na manutenção da regularidade das vazões dos corpos d.água. Devido às sucessivas lavagens, este tipo de solo passa por um processo de lixiviação de elementos como a sílica e posteriormente por um enriquecimento gradativo dos óxidos de Fe e Al. Ao final deste processo, o solo adquire um aspecto macio e poroso, aumenta a macroporosidade e a resistência a processos erosivos. No município, o Latossolo foi observado no relevo levemente ondulado, suavizado (colinas de topo aplainado), de forma pontual, associado a vegetação de Cerrado, típica de solos ácidos e distróficos (RESENDE, 2002). Os Latossolos são bastante utilizados com agricultura e pastagens, principalmente os de maior teor de argila. Eles têm limitação ao aproveitamento devido a baixa fertilidade (reduzidos teores de bases trocáveis e de fósforo, com alta concentração de alumínio no horizonte B).

O Nitossolo (Terra Roxa Estruturada) caracteriza-se por apresentar tonalidade escura e origem associada a rochas máficas. Compreende solos constituídos por material mineral, com horizonte B nítico (reluzente) de argila de atividade baixa, textura argilosa ou muito argilosa, estrutura em blocos subangulares, angulares ou prismáticas, com superfície de agregados reluzentes, relacionadas a cerosidade ou superfícies de compressão. Possuem o horizonte B espesso, com desenvolvimento de estrutura e cerosidade mas inexpressivo gradiente textural. São profundos bem drenados de coloração que varia de vermelho a brumada. O Nitossolo, em relação aos outros solos, ocorre em menor proporção em Poços de Caldas.

O Neossolo Litólico, anteriormente denominado Litossolo, com seqüência de horizontes A-R ou A-C. Comumente os Litossolos apresentam uma profundidade que varia de 20 a 40 cm, assentados sobre rochas ou saprolito. Ocorrem em relevos fortemente acentuados, associados a afloramentos rochosos de maior resistência aos processos de intemperismo (EMBRAPA,1999). No município, ocorrem sob geoforma de cristas e de domos com aptidão restrita para agropecuária, podendo ser utilizados entretanto para pastagens nativas e reservas.

Os Neossolos Flúvicos (Aluviais) compreendem solos pouco desenvolvidos, resultantes de deposições fluviais recentes, que apresentam uma seqüência de horizontes A e C distribuindo-se nas planícies fluviais (leitos maiores) das principais bacias hidrográficas do município. Quando em terraços fluviais (antigos leitos maiores) podem apresentar Horizonte B incipiente sendo, nestes casos, classificados como Cambissolos. Estes solos apresentam notória variação, especialmente granulométricas, nos sentidos horizontal e vertical e tendem a apresentar média a alta fertilidade, dependendo das características geológicas das bacias hidrográficas onde se inserem. As planícies fluviais (leitos maiores) podem apresentar como limitação ao uso/ocupação os riscos de inundações periódicas e imprevisíveis. Assim não se recomendam, para estas unidades da paisagem, a implantação de benfeitorias, culturas de verão e culturas permanentes. Estas unidades podem ser utilizadas, sem riscos, com culturas de entressafra. Já os terraços fluviais, por se localizarem em níveis mais elevados, apresentam significativa aptidão para culturas de verão e inverno, capineiras, culturas permanentes e pastagens. Ressalta-se, dentro do elenco de recomendações para estas unidades, a produção olerícola para abastecimento municipal e regional.

Os Gleissolos possuem o horizonte A escuro relativamente espesso, sobreposto a uma camada de cor acinzentada, que apresenta um aumento gradativo do teor de argila com a profundidade. Ocorrem nas planícies fluviais. Apresentam grande percentual de matéria orgânica em decorrência do nível elevado do aqüífero freático. O grau de encharcamento destes solos impede, às vezes, o plantio, exigindo, na maioria dos casos, a implantação de sistemas de drenagem.

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