VISITAS ILUSTRES
Em 1886, no dia 22 de Outubro, a povoação incipiente, já com cerca de 100 casas, recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II, e da Imperatriz Dona Leopoldina (Imperatriz Dona Teresa Cristina), para a inauguração do Ramal da Estrada de Ferro Mogyana (Atual FEPASA).
Acompanhou-os o Presidente da província, Desembargador Francisco de Faria Lemos, ministros, senadores, passando dois dias nas Águas de Caldas.
Quando de sua permanência em Poços de Caldas, Dom Pedro II foi convidado para uma festividade - provavelmente uma reunião social - que acontecia na casa, onde está instalado o Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas.
No dia da visita de Dom Pedro, chovia muito, e, entre o veículo e o portão de entrada havia muita lama. Para que Dom Pedro não sujasse os sapatos, o Sr. Manoel Teixeira Diniz, forrou o chão com sua capa, por onde D. Pedro passou, sem sujar os pés.
Por esse gesto, D. Pedro concedeu-lhe o título de Barão do Campo Místico, sendo esta, a última concessão de título honorífico, feito por D. Pedro II. Este nome é lembrado até hoje, em uma das ruas centrais da cidade.
Outro personagem de destaque que visitou Poços de Caldas, durante sua colonização, foi Alberto Santos Dumont - Pai da Aviação - que tinha por primo, o Sr. Marçal Santos, aqui residente.
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A VERDADEIRA HISTÓRIA SOBRE O VULCÃO EM POÇOS DE CALDAS
Poços de Caldas é conhecida nacionalmente por se encontrar na cratera de um vulcão que, para delírio dos mais afoitos, pode entrar em erupção a qualquer momento. Mas isso não passa de lenda.
Segundo o engenheiro de minas, Resk Frayha, ex-prefeito de Poços, a cidade se encontra em uma região de origem vulcânica. Há cerca de 80 milhões de anos, a região, onde hoje se encontra Poços, sofreu uma intrusão de rochas alcalinas. Um movimento intenso de rocha e magma do subsolo fez a região "subir". As rochas romperam a crosta terrestre, elevando a região a 500 metros de altitude. Com o tempo, essas rochas foram esfriando e o solo da região central sofreu um "afundamento", originando o chamado Planalto de Poços de Caldas.
Observadores menos atentos, ao se depararem com a foto do satélite, acreditariam que as montanhas que circundam o planalto são, na verdade, a borda do vulcão e o interior do planalto, uma grande cratera de 800Km2 e 30Km de diâmetro. O geólogo Hélio Scalvi define esta cratera como uma caldeira. "Por muito tempo se acreditou que as caldeiras fossem bocas de grandes vulcões, originadas de extraordinárias explosões. Hoje, este conceito caiu e define-se a região como de origem vulcânica", afirma.
Para comprovar a tese, Resk Frayha destaca a presença de vestígios de lava vulcânica apenas na parte interna do planalto. Se fosse mesmo um enorme vulcão, haveria presença de lava a centenas de quilômetros ao redor das montanhas, o que não ocorre. Na verdade, depois que a região se estabilizou, há cerca de 60 milhões de anos, houve diversas manifestações vulcânicas, sob a forma de pequenos vulcões, dentro do planalto. Segundo estudos geológicos, foram encontradas 13 estruturas circulares, que denunciam a presença de vulcões. Tal atividade deu origem às águas sulfurosas e às riquezas minerais que fazem do Complexo Alcalino de Poços de Caldas um dos mais notáveis do mundo e o único que tem a sua estrutura.
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OS CASSINOS
Os grandes prédios da cidade - Palace Casino, Palace Hotel e Thermas Antônio Carlos - foram construídos na década de 30 (época em que o jogo estava em seu auge). As fichas de jogo eram utilizados como moeda no comércio.
Os turistas chegavam, principalmente de São Paulo, através da Estrada de Ferro Mogyana e ficavam na cidade durante, pelo menos, 21 dias.
O período de temporada acontecia em março, quando Poços recebia grandes atrações artísticas de renome nacional para se apresentarem nos cassinos do Palace, Urca, Cassino Imperial, Gibimba, Ao Ponto, Caldense, Quisisana e Líder.
Durante várias décadas, os turistas lotavam os hotéis preparados especialmente para atrair os visitantes com alegres noitadas nos salões, animados pelas músicas de jazz e por artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
A fase áurea deste período ocorreu durante o Estado Novo, quando a cidade hospedou várias vezes o presidente Getúlio Vargas e sua esposa Darcy Vargas, ministros, diplomatas, governantes, políticos e a mais alta sociedade brasileira.
Esta fase cessou repentinamente com o decreto baixado em 1946 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, que eliminou o jogo em todo o país. Foi um duro golpe para a cidade. Mas, foi aí que a cidade começou a se desenvolver pois o dinheiro que era gasto nos cassinos foi destinado a empreendimentos que fizeram a cidade crescer.
A escritora Nilza Megale, em seu livro "Memórias Históricas de Poços de Caldas", descreve a época dos cassinos em Poços de Caldas:
As indústrias hoteleiras, de laticínios, doces e vinhos, foram as grandes beneficiadas pelo fato de estarem diretamente ligadas ao movimento turístico.
O café continuou sendo um dos mais importantes produtos da região, principalmente após o estabelecimento da Cooperativa dos Cafeicultores.
No ramo cultural e educacional houve a fundação dos Colégios São Domingos e Jesus Maria José para as meninas; a criação do Grupo Escolar David Campista, do Colégio Marista e a Escola Técnica de Comércio, que deram um grande passo na instrução e educação da Juventude Poçoscaldense.
No setor científico e literário, os personagens de maior destaque foram os doutores Mário de Paiva, Orozimbo Corrêa Netto e Antônio de Oliveira Fabriano, que escreveram tratados sobre as águas medicinais de Poços, e Mário Mourão, líder político, médico consagrado, cuja bagagem literária incluem-se vários estudos sobre Crenoterapia.
Na vida religiosa, destaca-se a construção da Igreja de São Benedito, em 1926. Duas matrizes de Nossa Senhora da Saúde se sucederam, atestando a fé e generosidade da população, junto com as Igrejas de Santo Antônio, São Sebastião da Vila Cruz e Nossa Senhora Aparecida, da Vila Nova.
Quanto à saúde e assistência social, foram fundados, além da Santa Casa de Misericórdia, o Asilo São Vicente de Paula, Vila Vicentina e a Gota de Leite.
No setor esportes, a Associação Atlética Caldense iniciou, em 1925, o seu caminho para tornar-se um dos mais importantes centros esportivos do Sul de Minas.
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A IMIGRAÇÃO ITALIANA
O período de 1884 a 1915 assinala uma significativa imigração italiana para Poços de Caldas.
Segundo Mário Seguso, em seu "Os Admiráveis italianos de Poços de Caldas", o oleiro Francesco Vigna, em 1884, deu o início ao ciclo de imigração dos italianos para cá, os quais chegaram a partir de 1886, com vasta experiência e técnica mais desenvolvida, muito contribuíram para o desenvolvimento da estância.
Agricultores, construtores, artesãos, artífices, comerciantes, etc. constituíram uma gama de italianos que, no meio rural e na sede do município, deixaram a sua marca no desenvolvimento de Poços de Caldas.
Poços de Caldas possui um monumento em homenagem aos imigrantes. O monumento está localizado na Praça do Xadrez.
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BRASÃO
Foi instituído por Lei Municipal de 26 de Agosto de 1959.
Escudo samnítico, encimado pela coroa mural de oito torres de prata. Sobre a coroa, um atleta viril com os braços abertos. No campo de sinópla (verde), um livro aberto, em tudo de prata; na página à dextra, o topônimo:"Poços de Caldas" e na página sinistra a data em algarismos romanos: "VI-XI-MDCCCLXXII" escritos em letras e números (sable).
Um mantel de ouro carregado de uma fonte heráldica de azul (bláu) firmada sobre uma pilha de minérios, espargindo água de bláu e aguada de prata. Como suportes, duas cornucópias de cinza (omble) espargindo flores das espécies hortências, rosas, cravos café frutificado ao natural. Sob o escudo, um fitão de prata com letras de preto (sable) a legenda "SALUS ET VITA" (Saúde e Vida), envolvidas pela faixa, duas palmas ao natural.
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Assuntos relacionados (clique e saiba mais):
- Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas
- Palace Casino
- Palace Hotel
- Thermas Antônio Carlos
- Monumento aos Imigrantes
- Represa Saturnino de Britto
- Parque Municipal
- Country Club